Pensei em tantas coisas para escrever hoje, mas vão ter que ficar pra depois. Pq meu querido Ademildo, dos tempos da Rádio A Tribuna AM, me deu a notícia pelo facebook do falecimento do Alair de Oliveira, nesta madrugada. Trabalhamos juntos na mesma época.
Eu, de 1979 a 1988, apresentei e produzi o Programa "Suave é a noite" pela Rádio A TRIBUNA AM, que ia ao ar das 20h30 às 24h00. Era um programa de músicas de “fossa”, como a gente dizia antigamente, e quem programava era o Alair de Oliveira, experiente “discotecário”, entendia tudo, além de saber onde estava cada LP naquela imensa discoteca.
A orientação da diretoria (Elio Ávila de Souza, já falecido) era que eu imitasse a voz da locutora Ana Maria, da Rádio Jovem Pan, que fazia muito sucesso na época. E foi assim que adotei o estilo nesse programa de “voz-de-veludo-agridoce”, como dizia e diz até hoje brincando, o meu querido Boka (que tinha estúdio de som junto com o Robson, ex-Blow Up, já falecido).
Enfim, foram 9 anos apresentando o programa SUAVE É A NOITE, pela antiga Rádio A Tribuna AM, onde se ouvia o melhor da música popular nacional e internacional... onde eu mencionava, a cada 3 músicas executadas, os nomes delas, dos intérpretes e dos autores, coisa que não existe mais. Hoje não se valoriza o compositor, os locutores não falam mais o nome deles, o que é absurdo! Por alguns anos também intercalei a execução das músicas com a declamação de poemas de minha autoria e de outros poetas renomados ou anônimos.
Caetano Veloso, Maria Bethania, Gal Costa, Jane Duboc, Johnny Alf, Dolores Duran, Maysa, Vinicius de Moraes, Frank Sinatra, Barbra Streisand, Aretha Franklin, Elvis Presley, Beatles.. apenas alguns nomes da incrível programação de Alair de Oliveira.
Desse tempo pra cá nos encontramos várias vezes no Gonzaga. E os papos que rolavam eram de amenidades até a sua inconformada demissão pela diretoria do Sistema A Tribuna de Comunicação, quando a emissora virou CBN e hoje nem sei mais o que é, ou se ainda existe. Alair nunca se conformou por terem acabado com uma rádio que tocava o melhor, que ele e o Ademildo programavam com todo carinho, buscando o máximo em qualidade.
Desculpe, Alair... mas só tenho essa foto sua, muito antiga.
Alair, meu querido, sei que agora estás em paz.
É estranho falar isso mas, que péssimo dia para morrer, 31/12. Imagino como está a família (a quem dou meus pêsames), e como uma perda nessa data jamais será esquecida. Claro que todas as perdas de entes queridos não são esquecidas, mas quando acontece em uma data assim, marcante, muda completamente a vida da família.
Alair, em sua homenagem dedico essa crônica de final de ano no meu blog. Que aí, onde vc está, não vais precisar brigar mais para ouvir (e fazer ouvirem) o melhor da música nacional e internacional.
Devo a você a minha orientação musical, meu gosto eclético e, principalmente, o valor que dou a música nacional de boa qualidade.
Obrigada, Alair, por tudo.
Estás com Deus.



2 comentários:
O Alair foi das melhores pessoas que eu conheci na minha vida.Nós trabalhamos juntos na mesma discoteca da radio a Tribuna,escolhendo músicas,como uma família,durante anos a fio.
Soube, através do companheiro Hudson Marcondes, desta triste notícia. Reforço tudo o que foi dito sobre o Alair de Oliveira, com quem tive o prazer e a honra de trabalhar dos anos 1960 até 1978 na Rádio A Tribuna AM, uma referência àquela época. Profissional acima da média, sensibilidade apurada, amigo de todas as horas. Trabalho responsável, mas também muitas risadas, gozações...numa época em que o rádio e as emissoras faziam juz ao nome. Saudade perene do Alair.
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